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Empresa oferece solução para livros que estão acumulados em casa
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Doação: se você deseja se desfazer de mais de 30 volumes e é da Grande São Paulo a empresa vai até a sua casa buscar
Eh Aqui Doações promete fazer trâmite entre doador e entidades. Objetivo é democratizar o acesso à cultura aos locais socialmente vulneráveis, veja
Denise Kanda, no IG
Para muita gente o semestre de aulas já acabou, e com ele vem o acúmulo de livros que serviram para fazer provas e trabalhos de literatura, sociologia, filosofia, etc. Vamos concordar que é impossível gostar de todas as obras demandadas pelos professores, não é mesmo? Para que sua estante se renove e tenha espaço para novos livros, que tal separar alguns para doação? Conheça o Eh Aqui Doações que pode te ajudar nessa hora.
Dar o primeiro passo e decidir que vai doar livros pode ser para alguns uma tarefa difícil, mas depois desta etapa vem a pergunta: para quem? E é para responder a esse questionamento que foi criada a Eh Aqui Doações. A empresa tem como objetivo facilitar esse trâmite da doação e ligar os doadores às bibliotecas de Organizações Não Governamentais (ONGs) e outras instituições com papel de ajuda sócio assistencial.
À domicílio
Para quem realmente está a fim de desapegar, fique sabendo que a Eh Aqui Doações se propõe ir à casa de doadores dispostos a oferecer mais de 30 volumes, basta que a pessoa ou empresa fique localizada na Grande São Paulo.
Em relação aos gêneros, não precisa se preocupar, a companhia, visando à democratização do acesso à leitura, aceita todos e sem distinção de faixa etária. Além disso, não existe nenhum custo aos doadores, a empresa ao lado de seus parceiros promete elaborar a triagem, para selecionar o que está em boas condições de uso e a distribuição.
Caso o doador tenha a intenção de disponibilizar acervos didáticos, a única recomendação da entidade é que sejam livros publicados até 2015.
A presidente da Eh Aqui Doações, Lucia Junqueira, aponta que por enquanto não estão sendo agendadas coletas quando a doação é apenas de livros didáticos. “Isso para incentivar a doação de outros tipos de materiais de literatura, que são mais defasados em bibliotecas e projetos sociais”.
Embora parte da doação seja de livros não tão queridos assim, há também aqueles que já nos passaram todos os conhecimentos e companhia necessária, e independente da razão pela qual estamos nos desfazendo deles, é essencial que o doador apenas entregue livros em boas condições de leitura. Nesse trâmite, a empresa já foi responsável por levar mais de 22 mil livros.
No site da entidade também é possível ver o registro de alguns deles, como a doação de 1 mil de livros na Biblioteca Jardim Irene, na cidade de Embu das Artes e em uma instituição de Paraisópolis – Zona Sul de São Paulo – que recebeu 60 kits com 14 livros.
Se você se interessou pelo projeto vá até o ehaquidoacoes.com.br , preencha os campos necessários e aguarde por uma resposta da empresa para que a doação seja feita com sucesso ou vá até a Rua Deputado Lacerda Franco, 145, em Pinheiros, na cidade de São Paulo.
E para aqueles que têm grande apego aos livros, Lucia Junqueira diz que: “As histórias nos tocam e marcam de maneira eterna. Acreditamos que para a construção de uma sociedade mais fortalecida é imprescindível o acesso à educação, cultura e informação. Pense que diariamente escritores incríveis estão trabalhando para criarem novos mundos e compartilhem conhecimento. Esse livro que foi tão importante pode mudar o mundo de alguém em outra parte do País, a lembrança com carinho dessa leitura é o que fica”.
Capitã Phasma será protagonista em novo quadrinho de Star Wars
0Publicado no IGN
Se você tinha alguma questão em relação ao destino da Capitã Phasma após Star Wars: O Despertar da Força, uma nova minissérie da Marvel pode ter essas repostas. Já vimos rapidamente a Stormtrooper no trailer de Star Wars: Os Últimos Jedi, que foi revelado na última sexta-feira (14), durante a Star Wars Celebration, mas a série de quadrinhos de quatro volumes irá focar em suas aventuras após a destruição da base de Galen Marek.
Os livros vão fazer parte da série Journey to Star Wars: The Last Jedi, e estão sendo escritos por Kelly Thompson, com a ilustração de Marco Checchetto. A capa da primeira edição foi divulgada no site oficial de Star Wars.
Thompson se considera “uma grande fã da atriz Gwendoline Christie e da personagem Phasma,” e declarou que ela está ansiosa para ajudar a revelar o enorme potencial da guerreira nos novos livros.
Os quadrinhos serão lançados em dezembro nos Estados Unidos, e em junho, fãs poderão ver a origem do sabre de luz de Darth Vader em uma série ilustrada inédita do vilão.
Livro póstumo de Scliar traz crônicas inéditas sobre judaísmo
0Autor gaúcho, que completaria 80 anos, terá mais três obras lançadas esse ano
Publicado em O Globo
RIO — Escritor compulsivo, Moacyr Scliar publicou, até sua morte, em 2011, mais de 80 livros, entre romances, contos, crônicas e infantis. E o número não para de aumentar. O autor gaúcho, que completaria 80 anos hoje, acaba de ganhar mais uma obra póstuma. “A nossa frágil condição humana” traz uma série de crônicas inéditas em livro, originalmente publicadas no jornal “Zero Hora”, onde colaborou durante 34 anos e publicou cerca de 5 mil textos. Esse vasto arquivo vem sendo destrinchado aos poucos pela viúva do escritor, Judith Scliar, e pela escritora e professora Regina Zilberman, organizadora da publicação. Depois de “A poesia das coisas simples” (2012), dedicado à cultura, e “Território da emoção” (2013), que se concentrava no exercício da medicina, “A nossa frágil condição humana” tem como recorte as incursões em temas judaicos, com 68 reflexões que abrangem três eixos: literatura, antissemitismo e as tensões entre Israel e os países árabes.
—A identidade judaica era muito forte para o Moacyr. Mesmo ele não sendo um ser religioso, isso transparece nos seus textos — diz Judith. — Ele era filho de imigrantes e morava no Bom Fim (bairro de imigrantes judeus de Porto Alegre). Uma de suas lembranças de infância é ver as famílias colocando cadeiras na calçada e contando durante horas histórias dos lugares de onde vinham.

Scliar. Escritor gaúcho publicou 80 livros até sua morte, em 2011, além de cerca de 5 mil crônicas – Divulgação / Agência O GLOBO
Para Regina Zilberman, que organizou todos os três livros de crônicas póstumas de Scliar, o autor soube tratar, ao longo das décadas (a coletânea cobre de 1977 a 2010) assuntos espinhosos com um notável equilíbrio, especialmente no que diz respeito às relações entre Israel e outros países árabes.
— Ele tem uma visão crítica, mas que não é fundamentalista sobre o conflito — diz a organizadora. — Seu posicionamento lúcido, que apontava problemas de ambos os lados, é uma lição para a era de extremos em que vivemos hoje. Escolhemos esse título do livro para reforçar a ideia dele de que não adianta radicalizarmos: vivemos na fragilidade e há problemas que não podemos controlar. A vida humana é um cristal.
As milhares de crônicas do “Zero Hora” ainda devem render novos livros, mas Judith teve acesso recentemente a textos que Scliar assinava na “Revista Shalom”, publicação judaica de circulação restrita em São Paulo — e que também devem virar livro no futuro. Para o segundo semestre, estão previstos ainda os relançamentos de três obras que se encontravam fora de catálogo. A reunião de anedotas judaicas “Do Éden ao divã” (1991) sairá pela Companhia das Letras. Já a L&PM vai tirar do limbo “Histórias que os jornais não contam” (com crônicas escritas para a “Folha de S. Paulo” entre 2004 e 2008) e o raro “Mistérios de Porto Alegre”, coletânea de lendas urbanas e histórias curiosas ambientadas na capital gaúcha.
Há, porém, obras que provavelmente nunca chegarão — ou voltarão — a circular. É o caso da coletânea de contos “Histórias de médico em formação” (1962), obra de estreia de Scliar, que ele renega e que nunca chegou a ser relançada. Esgotada desde seu lançamento, há mais de 50 anos, a primeira edição está custando até R$ 1400 nos sebos virtuais. Diversos originais nunca publicados também continuam guardados a quatro chaves por Judith, em respeito à vontade do autor.
Anotações em cartão de embarque
Por outro lado, os estudiosos de Scliar têm a possibilidade de descobrir quase mil manuscritos e datiloscritos de seu acervo, digitalizados e disponibilizados desde 2015 para consulta pública no site do Espaço de Documentação e Memória Cultural da PUCRS (delfosdigital.pucrs.br). Entre os documentos, há anotações de ideias e esboços de narrativas que nunca foram escritas, além de obras abandonadas logo no início.
Os documentos comprovam a compulsão de Scliar pela escrita (para Regina, só Machado de Assis foi mais prolífico). O autor, que escreveu sua primeira história aos seis anos em um papel de cobrir pão, nunca perdeu o hábito de rabiscar em tudo que surgia a seu alcance. Há anotações em recibo de posto de gasolina, cartão de embarque e até receituário.
— Uma vez Moacyr teve uma ideia no banho e saiu do chuveiro às pressas para anotar — lembra Gabriel Oliven, cunhado do autor. — Foi obrigado a escrever em um papel higiênico.
Amigo de Scliar, o escritor Luiz Antonio Assis Brasil diz que aprendeu uma lição importante sobre pesquisa e escrita com o autor. Um dia, quando ambos conversavam sobre literatura, Scliar perguntou a Assis o que ele estava escrevendo.
— Por pura timidez, dei uma resposta breve, mas me lembro que eu disse que ainda estava na fase “das pesquisas” — conta o escritor. — Ele pensou um pouco, escolhendo as palavras, e de maneira indireta, me deu um conselho: “Pois sabe? Eu também pesquiso, quando não tenho muita familiaridade com o assunto. Mas vou até 10%” (posso estar equivocado quanto à porcentagem, mas era baixa) “e o resto eu deixo para a imaginação preencher”. Sem querer, aquilo foi uma aula, que eu imediatamente assimilei. Depois disso, a pesquisa, para mim, tornou-se mais leve e, digo ainda, perdeu o rigor de antes. E a imaginação, enfim, achou o seu lugar.
Diversos encontros lembrarão os 80 anos de Scliar. Dia 30 de março, em São Paulo, a USP organiza um Simpósio literário sobre o escritor. No dia 26 de maio, os escritores Ignácio de Loyola Brandão, Luis Fernando Verissimo, Zuenir Ventura e Antônio Torres se reúnem para um bate-papo no Centro Cultural da Santa Casa de Porto Alegre.
J.K. Rowling revela que está escrevendo dois novos livros!
0Andressa Ost, no Pizza de Ontem
Em uma interação com fãs no Twitter a escritora J.K. Rowling revelou que está trabalhando em dois novos livros. Um deles, assinado pelo pseudônimo Robert Galbraith, integrará a série de romances do detetive Cormoran Strike.
á o outro livro não teve muitos detalhes revelados, apenas que seria assinado com o próprio nome da autora, e ao que tudo indica não será nada relacionado com o universo Harry Potter, já que ao ser questionada se seria um romance sobre Newt Scamander, protagonista de “Animais Fantásticos e Onde Habitam“, ela respondeu afirmando que serão lançados apenas filmes do personagem.
O mais recente romance da escritora foi Vocação para o Mal (Career of Evil), terceiro estrelado por Cormoran Strike, lançado em 2015. Já está mais do que na hora de J.K. Rowling nos presentear com mais uma fabulosa história.
Nova aplicação de livros digitais adapta as histórias a cada leitor
0publicado no RTP
Uma aplicação de livros digitais que se adapta aos gostos, à vida e à personalidade de cada leitor foi criada em França pela Vía Fábula, uma empresa emergente francesa.
“Não fazemos livros interativos, mas sim adaptativos”, disse à agência espanhola EFE Bruno Marchesson, fundador do projeto.
A diferença é que as histórias interativas permitem que o leitor escolha o que quer ler, e “é o livro que escolhe a história que vai mostrar ao leitor e que se vai adaptar melhor aos seus gostos e interesses”, explicou.
Na aplicação, que já conta com mais de 1.100 utilizadores desde que foi lançado no início deste ano, pode ler-se o policial `Crónicas do abismo`, de Marc Jallier, que apresenta o seu primeiro capítulo adaptado à hora e à cidade do leitor mas, para já, apenas na versão francesa.
O custo é de 4,99 dólares (4,38 euros). Trinta por cento é para a plataforma de descarga, 30% para a Vía Fábula e os restantes 40% são para o autor. “É uma verdadeira vantagem para os escritores, porque normalmente as editoras pagam-lhes apenas 10% das vendas”, disse o empresário.
O livro tem seis histórias diferentes, que partiram da mesma base, com nove finais alternativos e 150 variações de desenvolvimento da história.
“Funciona com um algoritmo que introduz as variações da história, a partir de uma plataforma informática que muda para cada leitor”, disse Marchesson.
A Vía Fábula trabalha agora na publicação de novos livros: um infantil e ilustrado, para conquistar os mais pequenos e “incentivá-los a lerem desde os primeiros anos”, segundo Marchesson e outro de ficção científica, que deverá estar pronto no final de 2016.