Uma Sombra na Escuridão

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Os pais são muito importantes no desenvolvimento dos filhos como leitores

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As histórias infantis narradas pelos pais, estreitam a relação e a comunicação

André Junior, no DM

Ouvir e ler histórias desenvolve todo o potencial crítico da criança. O ato de contar histórias deve ser uma prática diária nas instituições de educação infantil, também, em casa, principalmente em casa. Sabemos, com todos os pontos e vírgulas, que contar histórias é extremamente importante e benéfico para as crianças.

Desde a mais tenra idade há quem afirme a eficácia de embalar os bebês, ainda no ventre, com a melodia da voz da mãe, contando histórias, para familiarizar a criança desde aí, com os mecanismos narrativos, e com a proximidade e o afeto que o contar histórias envolve. Essas ações, de certo modo, já fazem parte das estratégias para a formação do leitor.

Através de uma história que se descobre outros lugares, outros tempos, outros jeitos de agir e ser, outras regras, outra ética, outra ótica.

Além da importância que causam no desenvolvimento da criança, as histórias infantis quando são narradas por um dos pais, estreitam a relação e a comunicação e proporcionam a troca afetiva. Pensando acerca dos vários benefícios que esse ritual mágico pode propiciar.

Nesses momentos, além de contar é necessário ler as histórias. É possível também a leitura compartilhada de livros em capítulos, o que possibilita às crianças o acesso, pela leitura do professor, a textos mais longos.

Outra atividade permanente interessante é á roda de leitores, em que periodicamente as crianças tomam emprestados livros da instituição, para lerem em casa com os pais ou amiguinhos.

Na Educação Infantil as histórias fazem parte essencial no desenvolvimento físico, psicológico e social das crianças. São momentos únicos de reflexão e encantamento que estabelece relações com a imaginação e o mundo em que vive, construindo assim saberes e experiências. E para entrar em contato com essas histórias, a criança necessitará da mediação de um profissional consciente da arte de contar histórias e que na maioria das vezes é o professor de sala de aula que faz esse papel, e que será na realidade a chave para esse mundo encantador de ouvir e contar histórias.

Toda criança adora ouvir história. E pode ser a mesma, muitas e muitas vezes. Transformar a hora da leitura em um momento de aprendizado é essencial. Ouvir e ler histórias desenvolve todo o potencial crítico da criança. É poder pensar, duvidar, se perguntar, questionar. É se sentir inquieto, cutucado, querendo saber mais e melhor ou percebendo que se pode mudar de ideia. É ter vontade de reler ou deixar de lado de uma vez.

A partir dos 3, 4 anos, as crianças têm um vocabulário maior e constroem as primeiras frases. A leitura para os pequenos, tanto em casa quanto na escola, contribui muito nessa fase de desenvolvimento. Mas também não se pode descuidar das conversas do dia a dia.

É possível transformar simples palavras em histórias inesquecíveis para as crianças. Mais do que textos memoráveis, ao compartilhar narrativas, compartilhamos sentimentos. Momentos de partilha de alegria, euforia e amor são guardados na lembrança desde muito cedo e a arte de contar histórias facilita que estes momentos sejam mesmo divertidos, amorosos, inesquecíveis.

Os contos tradicionais exploram conteúdos e sentimentos que interessam muito às crianças. Como o medo, o abandono, o crescimento, o mal e assim por diante. Elas têm muito interesse em conversar sobre esses temas.

Primeiramente os pais precisam acreditar na história que narram e transmitir isso para o filho;

Escolha um momento do dia para a atividade, como na hora de dormir;

Preste atenção na entoação da voz, imitando os personagens, assim você estará despertando a curiosidade da criança;

Crie um clima, ao chegar após um dia inteiro fora de casa não comece contar histórias imediatamente. Proporcione um tempo de diálogo e brincadeira com seu filho para ele se envolver no clima da história e se desligar das outras atividades;

Utilize objetos que alimentem a imaginação da criança, pode ser um lençol que se transforma em capa do príncipe encantando, um lápis em vara de condão; Não obrigue a criança a ouvir histórias quando ela não quer;

Prepare-se para as interrupções, criança faz muitas perguntas, explique o que for necessário e continue a história;

Atenda os desejos de seu filho, quando ele pedir para ouvir a mesma história não mude, a fim de evitar a ansiedade ocasionada pelo desconhecido. Essa atitude da criança pode ser também uma forma de buscar segurança. Fonte de pesquisa – Site: Brasilescola

Os pais são muito importantes no desenvolvimento dos filhos como leitores, Quando os pais antes da criança dormir contam história, é um momento de interação, transmite confiança e segurança, cria situação de amorosidade e desenvolve uma memória afetiva muito boa. A criança vai resgatar este sentimento de conforto e amorosidade que teve com os pais quando for estudar os livros da escola.

Os livros ajudam na autoestima e na confiança, a participação dos pais no ato de contar histórias reforçam este sentimento. Os pais devem estimular a criatividade da criança na hora de contar uma história. A criança tem conflitos e precisa aprender a se proteger emocionalmente.

Você pode estimular a criança a contar história e também pode entrar na brincadeira. Quando estiver com a criança, procure se tornar mais criança e brincar. “O ritmo de vida hoje é bem diferente do tempo dos nossos pais ou avós. A TV, internet e o videogame acaba ocupando a criança. Quando chega a noite, os pais estão cansados e, em vez de brincar, deixam os filhos vendo TV ou mexendo no computador.

“Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo”. Paulo Freire

Livro infantil de Clarice Lispector ganha ilustrações da neta da autora

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Marina Valente assina o projeto de ‘A Mulher que Matou os Peixes’

Maria Fernanda Rodrigues, no Estadão

Clarice Lispector não achava que as histórias que escrevia a pedido do filho pequeno eram literatura, mas quando perguntaram se ela tinha algo para criança decidiu publicá-las mesmo assim. Ao longo dos últimos anos, a Rocco repaginou esses livros, lançando as edições em capa dura com novas ilustrações.

De 1968, A Mulher Que Matou os Peixes é o último desses volumes a ganhar nova forma. Uma curiosidade: as ilustrações ficaram sob responsabilidade de Marina Valente, que ainda não tinha nascido quando a avó publicou o livro pela Sabiá.

Colagem foi a técnica escolhida pela artista Foto: Marina Valente

Colagem foi a técnica escolhida pela artista Foto: Marina Valente

 

Marina escolheu a colagem e uma tipologia que remete à máquina de escrever de Clarice para ilustrar a história, de morte, vida e separação, sobre uma mãe que precisa contar aos filhos que deixou os peixinhos morrerem de fome.

Única biblioteca de favela fecha, e três mil livros ficam inacessíveis à comunidade

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Bruno Alfano, no Extra

Os três mil livros da Biblioteca Comunitária Nélida Piñon, na favela Kelson, na Penha, Zona Norte do Rio, estão inacessíveis. A única biblioteca da comunidade fechou há três meses por falta de verba. Com apenas R$ 2.500 por mês, o grupo conseguia oferecer, além do empréstimo de obras literárias, cursos de alfabetização, supletivo e até assistência jurídica.

— Essa biblioteca era financiada com a ajuda de algumas pessoas da comunidade e do Rotary Club. Mas perdemos praticamente todos os apoios — conta o fundador do espaço, Geraldo de Oliveira, de 68 anos, que inaugurou o espaço em 2007 e já recebeu lá a própria Nélida Piñon, escritora da Academia Brasileira de Letras.

Escritora Nélida Piñon já visitou o local Foto: Divulgação

Escritora Nélida Piñon já visitou o local Foto: Divulgação

 

A biblioteca virou referência na comunidade. Foi lá, por exemplo, que a moradora Pâmela Cassimira conheceu as histórias da Chapeuzinho Vermelho e de princesas, quando tinha 5 anos. Assim, aprendeu a ler e tomou gosto.

— É muito ruim a biblioteca fechar. Esse era o único lugar cultural que tinha na favela — afirmou a estudante que, agora, tem 15 anos.

Geraldo de Oliveira fundou o local e agora luta pela sua sobrevivência Foto: Divulgação

Geraldo de Oliveira fundou o local e agora luta pela sua sobrevivência Foto: Divulgação

 

Agora, os livros estão fechados em um espaço inacessível à população. Geraldo já pensa em se desfazer do acervo para que outras pessoas, mesmo longe da Kelson, possam desfrutar da oportunidade de ter uma biblioteca por perto. Ainda não tomou essa decisão porque mantém a esperança de que, a qualquer momento, tudo possa mudar:

— Ler é lutar — resume.

Jojo Moyes defende que suas histórias de amor são também políticas

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Escritora britânica Jojo Moyes vem ao Brasil pela primeira vez para encontro com fãs - Leo Martins Leia mais: https://oglobo.globo.com/cultura/livros/jojo-moyes-defende-que-suas-historias-de-amor-sao-tambem-politicas-21312296#ixzz4gaPvoIFp stest

Escritora britânica Jojo Moyes vem ao Brasil pela primeira vez para encontro com fãs – Leo Martins

Escritora que mais vendeu no Brasil no ano passado vem ao país pela primeira vez

Leonardo Cazes, em O Globo

RIO – “O que aconteceu com a minha vida?” Essa é a pergunta que a escritora britânica Jojo Moyes se faz todos os dias ao acordar, desde que seu romance “Como eu era antes de você” (Intrínseca), de 2012, se tornou um best-seller mundial e foi adaptado para o cinema. Apesar de ter sido lançado no Brasil em 2014, o livro virou uma febre no país apenas no ano passado, na esteira do filme protagonizado por Sam Claflin e Emilia Clarke. Foram 352.330 exemplares vendidos — mais que o dobro de “Harry Potter e a criança amaldiçoada” (Rocco) —, garantindo o posto de campeão de vendas em 2016. “Depois de você” (Intrínseca), a continuação de “Como eu era…”, ficou em terceiro lugar, e Jojo foi a autora mais vendida no ano. Seus 11 livros publicados no país somam mais de 2 milhões de exemplares vendidos.

A autora repetiu mentalmente a mesma pergunta ao acordar, ontem, na suíte de um hotel cinco estrelas na Zona Sul. A vista da Praia de Ipanema nas primeiras horas da manhã deixou Jojo embasbacada e ela não conseguiu dormir mais. Na sua primeira visita à América do Sul, para dois encontros com fãs promovidos por sua editora no Rio e em São Paulo, a escritora, de 47 anos e mãe de três filhos, ainda se surpreende com a vida de autora popstar.

— Nas redações da imprensa inglesa, costuma-se dizer: seja legal com todo mundo quando você está subindo, porque você não sabe quem vai encontrar quando estiver descendo. É como eu me sinto em relação à vida — diz Jojo, que trabalhou durante dez anos como jornalista antes de se dedicar exclusivamente aos romances, em entrevista ao GLOBO, na tarde de ontem, na suíte onde está hospedada. — Esta é uma vida muito legal, as pessoas são muito legais com você. Mas, quando você é mais velho, sabe que teve muitas experiências antes de chegar ali e que isso pode acabar no dia seguinte.

SUCESSO TARDIO

A fala realista da autora não é à toa. O sucesso chegou na sua vida quando ela já não o esperava mais. Após oito livros lançados, seu editor não gostou da ideia para “Como eu era antes de você”: uma ex-garçonete consegue um emprego de cuidadora de um homem rico, inteligente e bonito que ficou tetraplégico após um acidente de moto, os dois se apaixonam, mas o mocinho não suporta a sua condição e decide pôr fim à própria vida por meio da eutanásia. A trama não tem um final feliz e aborda um assunto tabu em todo o Ocidente. Quem encorajou Jojo a seguir em frente foi seu marido, com uma frase exemplar do humor negro britânico: “Esse será o livro que finalmente vai acabar com a sua carreira”. Não só não acabou com a carreira dela como deu origem a duas continuações. Após “Depois de você”, Jojo está terminando de escrever o terceiro e último volume protagonizado pela ex-garçonete Louisa Clark.

— Eu não esperava ter nenhum leitor para “Como eu era antes de você”. Eu consigo entender por que meu editor não gostou muito da minha ideia. Eu não sabia se o livro seria publicado. Meu marido me encorajou a escrever o livro e depois pensar nisso. Eu falei que isso significava ficar um ano trabalhando sem ganhar nada. Ele respondeu que a decisão era minha. Eu escrevi “Como eu era antes de você” com a certeza de que, se ninguém quisesse publicar, eu ia colocá-lo na internet. Era uma história que eu precisava contar — diz Jojo.

A autora afirma ter ficado muito surpresa com a repercussão do livro no Brasil. Por ser um país bastante religioso, um romance que aborda a eutanásia poderia afugentar potenciais leitores. Mas não foi isso que aconteceu. Jojo afirma que foi muito cuidadosa ao escrever a história e arrisca uma explicação para tamanho sucesso:

— Eu nunca achei que o livro fosse se tornar popular num país como o Brasil. A primeira coisa que meu pai me disse quando escrevi o livro foi: “Você vai arrumar problemas”. Eu fui muito cuidadosa na escrita, busquei olhar a situação por todos os ângulos. Eu estava interessada em pensar sobre quem vive uma situação desse tipo, se você é alguém que decide colocar fim na própria vida pela eutanásia ou ama alguém que toma essa decisão. O que acontece com as pessoas que vivem uma situação dessas? Não se trata de certo ou errado.

HERANÇA JORNALÍSTICA

Jojo acredita que herdou do jornalismo esse interesse pelas experiências extraordinárias das pessoas comuns. A maioria de suas protagonistas são mulheres da classe trabalhadora. Cuidadoras, faxineiras, garçonetes, que, em geral, aparecem na literatura apenas como vítimas de assassinatos ou obcecadas por bolsas de marca, segundo ela. A autora conta que se identifica com as suas personagens.

— É muito importante para mim contar essas histórias porque eu fui essa mulher. Hoje não mais, mas eu já fui como elas — lembra Jojo. — Se você escreve ficção nos tempos atuais e ignora o fato de que, para muitas pessoas, ganhar dinheiro suficiente para viver é uma preocupação diária, então não acho que você esteja refletindo a vida. Eu tento narrar a vida comum, mas ao mesmo tempo introduzir alguns elementos dos contos de fada, da magia, do extraordinário. É nisso que eu estou interessada.

Bastante ativa nas redes sociais, não é difícil encontrar publicações da autora sobre temas quentes da política atual, como as eleições na França, anteontem, a disputa partidária inglesa e a saída do Reino Unido da União Europeia. Jojo recusa o rótulo de autora de “histórias de amor” e afirma que a política está sempre presente. A cada vez que começa a escrever um romance, ela pensa que tipo de mensagem aquela história vai passar:

— O pessoal é político. Se escrevo um livro de não ficção sobre como os ricos estão ficando mais ricos e os pobres, mais pobres, quem vai ler? E se eu escrevo um livro sobre uma mulher com um filho talentoso que merece uma chance melhor na vida, e um homem que teve todas as oportunidades, mas não conseguia ver isso? O que acontece quando essas duas visões de mundo se encontram? — questiona, referindo-se à trama de “Um mais um” (Intrínseca). — Na Europa, há uma enorme falta de empatia com a posição do outro. A ficção tem o papel de promover a empatia. Eu não consigo imaginar como ser um autor e não tocar na política.

Caça talentos literários vai começar esta semana no Rio de Janeiro

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Festa já publicou 14 livros e revelou 156 autores da periferia carioca Divulgação

Festa já publicou 14 livros e revelou 156 autores da periferia carioca
Divulgação

 

Publicado no Boa Informação

Rio – Começa esta semana e só termina em dezembro a 6ª edição da Festa Literária das Periferias. O evento terá programação semanal, vai publicar dois livros, realizar batalhas de poesias em escolas públicas, debater temas como machismo, racismo, pobreza, circulação e direito à cidade, entre outras ações.

O auge do evento acontecerá no Vidigal, de 7 a 12 de novembro. Mas, até lá, a fase de preparação da festa já tem muitas atividades. A primeira do ano será o ‘Seminário Seis Temas à Procura de Justiça — a Poesia Também Pode Inspirar a Luta Contra o Trabalho Infantil e a Escravidão Contemporânea’.

O evento, que será realizado no auditório do Museu de Arte do Rio (MAR) nos dias 12 e 13, vai inspirar poetas que participarão de livro a ser publicado em novembro.

A festa literária já publicou 14 livros e revelou 156 autores da periferia carioca. Dividido em dois dias, o seminário de sexta-feira e sábado terá seis grupos de trabalho. Serão discutidos temas como o machismo, o racismo, a guerra às drogas e a guetificação da cidade.

“Um exemplo de que a poesia pode inspirar a luta contra o trabalho infantil está na letra de ‘Relampiano’, parceria de Paulinho Moska e Lenine, e de ‘Malabaristas do Sinal Vermelho’, de Francisco Bosco e João Bosco”, diz Julio Ludemir, um dos criadores da Flup.

Nos cinco sábados subsequentes, haverá palestras com poetas com uma obra marcada pelo engajamento, como Marcelo Yuka, Angélica Freitas, Sérgio Vaz, Ricardo Aleixo e Elisa Lucinda. A edição 2017, que homenageará o centenário da Revolução Russa.

Participação de escolas

O seminário e as palestras também inspirarão os poetas que vão participar do II Slam Colegial, que envolverá escolas públicas de Ensino Médio de seis regiões da metrópole carioca. O vencedor do II Slam Colegial, que acontecerá em julho, representará o Rio de Janeiro no Flup Slam BNDES, competição de Poetry Slam que em novembro reunirá poetas de todo o país no Vidigal.

Programação

O ‘Seminário Seis Temas à Procura de Justiça – a Poesia Também Pode Inspirar a Luta Contra o Trabalho Infantil e a Escravidão Contemporânea’ será realizado nos dias 12 e 13, no Museu de Arte do Rio (MAR), sujeito à lotação. Inscrições no link: goo.gl/94He2s . Informações e inscrições para a ‘Flup Pensa’ na página: facebook.com/FlupRJ.

12 de maio

18h30 – Abertura solene
• Conversa com Marcelino Freire e Marta Porto
• Slam demonstrativo

13 de maio

13h30 – FLUP e Ministério Público do Trabalho
14h30 – Coffee break
15h – Grupos de Trabalho sobre os seis temas:
1. Direito a Circulação (Julio de Tavares)
2. Racismo (Athayde Motta)
3. Machismo (Flavia Oliveira)
4. Brasil, o país dos privilégios (Lia Vainer Schucman)
5. Geração de renda (Marcus Vinicius Faustini)
6. Criminalização da pobreza (Julita Lemgruber)
17h – Coffee break
17h30 – Desdobramentos
19h – Encerramento

Fonte: Jornal O Dia / IG

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