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Ãnica biblioteca de favela fecha, e três mil livros ficam inacessÃveis à comunidade
0Bruno Alfano, no Extra
Os três mil livros da Biblioteca Comunitária Nélida Piñon, na favela Kelson, na Penha, Zona Norte do Rio, estão inacessÃveis. A única biblioteca da comunidade fechou há três meses por falta de verba. Com apenas R$ 2.500 por mês, o grupo conseguia oferecer, além do empréstimo de obras literárias, cursos de alfabetização, supletivo e até assistência jurÃdica.
â Essa biblioteca era financiada com a ajuda de algumas pessoas da comunidade e do Rotary Club. Mas perdemos praticamente todos os apoios â conta o fundador do espaço, Geraldo de Oliveira, de 68 anos, que inaugurou o espaço em 2007 e já recebeu lá a própria Nélida Piñon, escritora da Academia Brasileira de Letras.

Escritora Nélida Piñon já visitou o local Foto: Divulgação
A biblioteca virou referência na comunidade. Foi lá, por exemplo, que a moradora Pâmela Cassimira conheceu as histórias da Chapeuzinho Vermelho e de princesas, quando tinha 5 anos. Assim, aprendeu a ler e tomou gosto.
â à muito ruim a biblioteca fechar. Esse era o único lugar cultural que tinha na favela â afirmou a estudante que, agora, tem 15 anos.

Geraldo de Oliveira fundou o local e agora luta pela sua sobrevivência Foto: Divulgação
Agora, os livros estão fechados em um espaço inacessÃvel à população. Geraldo já pensa em se desfazer do acervo para que outras pessoas, mesmo longe da Kelson, possam desfrutar da oportunidade de ter uma biblioteca por perto. Ainda não tomou essa decisão porque mantém a esperança de que, a qualquer momento, tudo possa mudar:
â Ler é lutar â resume.
Mangá ‘Akira’ ganhará nova edição brasileira adaptada do original japonês
0Obra de Katsuhiro Otomo será publicada em seis volumes e em preto-e-branco
Publicado em O Globo
SÃO PAULO – Trinta e cinco anos depois de ser lançado no Japão, o mangá “Akira” ganhará uma nova edição no Brasil, onde foi publicado pela primeira vez nos anos 1990 pela Editora Globo. A ficção distópica de Katsuhiro Otomo será reeditada pela JBC no formato original japonês, com leitura da direita para a esquerda e desenhos em preto-e-branco, além de tradução direta do idioma original. O primeiro dos seis volumes, que terão formato um pouco maior do que o dos quadrinhos americanos e cerca de 350 páginas por edição, está programado para sair na primeira semana de junho. O preço vai girar em torno de R$ 70, por volume.

Detalhe da capa do primeiro volume da nova edição brasileira do mangá âAkiraâ – Divulgação
Lançado originalmente em 1982, “Akira” propõe um futuro distópico não muito distante de onde estamos hoje. Nas primeiras páginas, uma explosão atômica destrói Tóquio. Trinta e oito anos depois, uma nova capital, Neo-Tóquio, se ergue dos entulhos, com a população à mercê de gangues de motociclistas e facções anti-governo consideradas terroristas. O paÃs planeja fazer as OlimpÃadas no local onde caiu a bomba. Uma nova geração também ganha vida, com capacidade de gerar energia usando poderes da mente — com consequências terrÃveis.
Kaneda e Tetsuo, que fazem parte de uma gangue, são envolvidos em uma trama que esconde o desenvolvimento de um projeto para potencializar os poderes extrassensoriais das pessoas. Em seus passeios por Neo-Tóquio, os amigos topam com o Número 26, uma criança que é produto dessas experiências, e Tetsuo acaba sendo ferido e desaparece.
Segundo Cassius Medauar, editor-chefe da JBC, a versão brasileira terá uma periodicidade semestral:
â Quando o Otomo aprovou o relançamento, ele disse que queria que fosse relançado do jeito dele. Então, todo o material foi digitalizado e retocado. à um processo que demora muito tempo. E os japoneses são muito exigentes, querem aprovação para tudo. Por isso, estamos prevendo uma demora nos lançamentos âdisse ele.
A EDIÃÃO BRASILEIRA
A primeira edição de “Akira” começou a ser publicada no Brasil em dezembro de 1990. A Editora Globo baseava-se na versão americana da Epic Comics, selo alternativo da Marvel, completamente ocidentalizada, com inversão do sentido original de leitura, colorização dos desenhos e a tradução de um elemento fundamental dos mangás, as onomatopeias.
Em setembro de 1993, a publicação das revistas, que vinham sendo lançadas todos os meses regularmente, sofreu uma interrupção no número 33. E só seriam retomadas em dezembro de 1997, quando foi lançado o número 34, e encerradas com a publicação do número 38, em abril de 1998.
Com o sucesso da versão em longa-metragem de animação de “Akira” e dos brinquedos e outros produtos no Japão, a produção de quadrinhos passou a ter atrasos, chegando ao ponto de os americanos não terem mais material trabalhar e, por consequência o Brasil, já que tudo vinha de lá. A Marvel decidiu, então, interromper a publicação e retomá-la só quando a série tivesse terminado.
Caça talentos literários vai começar esta semana no Rio de Janeiro
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Festa já publicou 14 livros e revelou 156 autores da periferia carioca
Divulgação
Publicado no Boa Informação
Rio â Começa esta semana e só termina em dezembro a 6ª edição da Festa Literária das Periferias. O evento terá programação semanal, vai publicar dois livros, realizar batalhas de poesias em escolas públicas, debater temas como machismo, racismo, pobreza, circulação e direito à cidade, entre outras ações.
O auge do evento acontecerá no Vidigal, de 7 a 12 de novembro. Mas, até lá, a fase de preparação da festa já tem muitas atividades. A primeira do ano será o âSeminário Seis Temas à Procura de Justiça â a Poesia Também Pode Inspirar a Luta Contra o Trabalho Infantil e a Escravidão Contemporâneaâ.
O evento, que será realizado no auditório do Museu de Arte do Rio (MAR) nos dias 12 e 13, vai inspirar poetas que participarão de livro a ser publicado em novembro.
A festa literária já publicou 14 livros e revelou 156 autores da periferia carioca. Dividido em dois dias, o seminário de sexta-feira e sábado terá seis grupos de trabalho. Serão discutidos temas como o machismo, o racismo, a guerra às drogas e a guetificação da cidade.
âUm exemplo de que a poesia pode inspirar a luta contra o trabalho infantil está na letra de âRelampianoâ, parceria de Paulinho Moska e Lenine, e de âMalabaristas do Sinal Vermelhoâ, de Francisco Bosco e João Boscoâ, diz Julio Ludemir, um dos criadores da Flup.
Nos cinco sábados subsequentes, haverá palestras com poetas com uma obra marcada pelo engajamento, como Marcelo Yuka, Angélica Freitas, Sérgio Vaz, Ricardo Aleixo e Elisa Lucinda. A edição 2017, que homenageará o centenário da Revolução Russa.
Participação de escolas
O seminário e as palestras também inspirarão os poetas que vão participar do II Slam Colegial, que envolverá escolas públicas de Ensino Médio de seis regiões da metrópole carioca. O vencedor do II Slam Colegial, que acontecerá em julho, representará o Rio de Janeiro no Flup Slam BNDES, competição de Poetry Slam que em novembro reunirá poetas de todo o paÃs no Vidigal.
Programação
O âSeminário Seis Temas à Procura de Justiça â a Poesia Também Pode Inspirar a Luta Contra o Trabalho Infantil e a Escravidão Contemporâneaâ será realizado nos dias 12 e 13, no Museu de Arte do Rio (MAR), sujeito à lotação. Inscrições no link: goo.gl/94He2s . Informações e inscrições para a âFlup Pensaâ na página: facebook.com/FlupRJ.
12 de maio
18h30 â Abertura solene
⢠Conversa com Marcelino Freire e Marta Porto
⢠Slam demonstrativo
13 de maio
13h30 â FLUP e Ministério Público do Trabalho
14h30 â Coffee break
15h â Grupos de Trabalho sobre os seis temas:
1. Direito a Circulação (Julio de Tavares)
2. Racismo (Athayde Motta)
3. Machismo (Flavia Oliveira)
4. Brasil, o paÃs dos privilégios (Lia Vainer Schucman)
5. Geração de renda (Marcus Vinicius Faustini)
6. Criminalização da pobreza (Julita Lemgruber)
17h â Coffee break
17h30 â Desdobramentos
19h â Encerramento
Fonte: Jornal O Dia / IG
Literatura contribui para encurtar cumprimento de pena nas cadeias
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Leitura oferece outros caminhos e liberdade mais rápida aos presos
Projeto implantado no Paraná já se espalha pelo resto do Brasil e é considerado modelo.
Marcelo Nannini, no Blasting News
Quem mora na cidade de São Paulo, já deve ter observado em algumas avenidas um grafite feito nos muros onde se desenhou um alienÃgena lendo um livro. Ao lado do desenho, o criador fez um pequeno quadro com os seguintes dizeres: âLivro te livraâ.
Por outro lado, apesar de não terem a liberdade almejada para ver esse grafite, detentos e presos do sistema penitenciário estão indo ao encontro da ideia pintada no muro.
à que surgiu uma iniciativa pioneira, da qual 3 mil presos participam, propondo a leitura mensal de um livro. Em nome da #Cultura, os presos devem escrever um resumo a ser apreciado e avaliado por voluntários ou professores. Caso passem pelo crivo do avaliador, a pena é diminuÃda em 4 dias.
O projeto surgiu no estado do Paraná e se estima que de 12% a 15% do total de encarcerados aderiram à Remição pela Leitura, em funcionamento desde 2012.
Mesmo ano em que o projeto entrou em vigor por meio da Lei Estadual do Paraná nº 17.329. Passados quase cinco anos, atraiu a atenção de outros estados brasileiros e chegou às portas da Calábria, na Itália, em 2014.
Reconhecido como sucesso, o Remição de Pena pela Leitura faturou alguns prêmios, como o Prêmio Nacional de Boas Práticas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
De que maneira o projeto funciona
O alvo principal é fornecer e dar oportunidade ao detento mais conhecimento, disseminar a educação e promover uma formação cultural a ele. Mas, indo mais a fundo, o âRemiçãoâ é um modo de fazer cumprir a ressocialização do preso na comunidade e inseri-lo no convÃvio social, itens primordiais que constam nas premissas do Código Penal Brasileiro.
Podem participar do programa, todos os presos alfabetizados das unidades penais. A cada inÃcio de mês, eles devem escolher um livro na biblioteca localizada dentro da penitenciária.
à importante que a escolha da obra seja condizente com o seu nÃvel escolar. O preso tem o prazo máximo de 20 dias para ler a livro que escolheu e, depois disso, mais 10 dias para produzir uma resenha ou um resumo sobre o que entendeu da história. Feito isso, ele deve apresentar sua redação aos avaliadores que, no caso do Paraná, são professores de LÃngua Portuguesa. Caso os avaliadores deem uma nota igual ou superior a 6,0, o leitor tem direito a ter sua pena reduzida em 4 dias.
Mas isso só será aplicado, depois de elaborar um relatório de atividade de estudo emitido pelos avaliadores, os quais são vinculados pelos Centros Estaduais de Educação Básica para Jovens e Adultos (Ceebja), órgão paranaense.
As estatÃsticas mostram que o projeto vem dando bons frutos: até agora, cerca de 57.300 #Livros já foram lidos e a expansão do projeto alcança outros 46 estabelecimentos prisionais por todo o Brasil.
No estado de São Paulo, em vez de professores, existem voluntários â como jornalistas â que fazem da lÃngua portuguesa o seu ofÃcio e comparecem à s prisões, a fim de ler os resumos produzidos e aferir se os detentos compreenderam o que leram..
Quando os presos finalmente obtiverem a liberdade, não serão mais alienÃgenas; mas se lembrarão de que, um dia, um ou vários livros confirmaram a tese do grafiteiro.
Atenção fãs de de Harry Potter, vem aà um clube do livro oficial
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Prepara-se para voltar a ler todos os livros da saga
Adriano Guerreiro, no NIT
No ano em que se comemoram os 20 anos do lançamento de âHarry Potter e a Pedra Filosofalâ, a Pottermore, o projeto criado pela autora J.K. Rowling, vai ter um clube do livro oficial. Chama-se âWizarding World Book Clubâ e será uma espécie de fórum onde todos os fãs poderão participar com discussões e partilha de ideias.
O novo clube online vai começar a funcionar a partir de junho. à a partir da conta oficial do Twitter que os fãs vão ter acesso aos temas que estão em discussão bem como onde poderão deixar a sua opinião. A cada semana um novo tópico sobre os sete livros que compõem a saga Harry Potter será lançado.
Também no site Pottermore será criada uma nova seção dedicada ao clube. Para ter acesso a alguns dos conteúdos exclusivos precisa de estar registado. No site é referido que o novo clube tanto é indicado para os velhos leitores como para quem só agora se começou a interessar pelas aventuras do jovem feiticeiro.
Nas próximas semanas serão divulgadas mais informações. âHarry Potter e a Pedra Filosofalâ, o primeiro livro da saga, foi lançado pela primeira vez em junho de 1997. Seguiram-se mais seis obras. O universo de feiticeiros regressou aos cinemas em 2016 com âAnimais Fantásticos e Onde Habitamâ, cuja sequela está prevista estrear em 2018.