Uma Sombra na Escuridão

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Cotada para ser protagonista de ‘Malhação’, atriz troca novela pelos estudos

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Atriz com primeiro livro da carreira como escritora (Foto: Reprodução/Instagram)

Atriz com primeiro livro da carreira como escritora (Foto: Reprodução/Instagram)

 

Klara Castanho, de 16 anos, vai se dedicar ao último ano do ensino médio. Ela está estreando como escritora

Publicado no Correio 24Horas

A atriz Klara Castanho, 16 anos, não será mais protagonista da próxima temporada da novela teen ‘Malhação’, da TV Globo. Segundo a coluna Sem Intervalo, do jornal Estadão, ela havia feito testes para o papel, chegou a ser cogitada para o posto, mas ficou fora da novela.

Em conversa com a direção da emissora, ficou combinado que a atriz adolescente terá um descanso da telinha neste ano para se dedicar ao último ano do ensino médio.

Prodígio
Mesmo muito jovem, Klara já é escritora. Em dezembro, ela revelou que estava prestes a lançar o primeiro livro, em parceria com Luiza Trigo — escritora conhecida por livros como Meus 15 anos e Na Porta ao Lado.

A obra de estreia já está pronta e se chama Meu Jeito Certo de Fazer Tudo Errado. Na segunda-feira, Klara mostrou o livro, que será lançado pela Editora Arqueiro, pronto. “Que sonho!”, postou no Instagram.

Kim Kardashian agora tem um clube do livro

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(Instagram @kimkardashian/Reprodução)

(Instagram @kimkardashian/Reprodução)

 

Assim como Emma Watson e Oprah, Kim anunciou um novo projeto literário e já escolheu o primeiro livro.

Publicado na Elle

Kim Kardashian, Chrissy Teigen e a hairstylist das celebridades Jen Atkin estão seguindo os passos de Emma Watson e Oprah Winfrey. As três decidiram criar, juntas, um clube do livro.

Em sua página oficial no Twitter, a socialite e fashionista comentou que o trio já escolheu o primeiro livro que será lido em conjunto: Embraced by the Light (Envolvido pela Luz), de Betty J. Eaddie. A obra conta sobre a experiência de além-corpo da autora, que teve a morte declarada durante uma cirurgia em 1973.

Kim explicou na rede social que todos estão convidados a lerem o livro junto com elas, e Kourtney Kardashian já se dispôs também a participar do projeto. Oficialmente, o clube começou na segunda-feira (06.02), mas nenhuma das fundadoras explicou se vai existir alguma forma de discussão em grupo com os seus seguidores ou em quanto tempo cada livro deverá ser lido.

Michelle Obama escritora: o que podemos esperar do futuro da primeira-dama americana

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Foto: Nicholas Kamm / AFP

Foto: Nicholas Kamm / AFP

 

Publicado na Revista Donna

Para Michelle Obama, a saída da Casa Branca não significará o afastamento de projetos e causas pelos quais lutou ao longo dos últimos oito anos. Em entrevista ao jornal americano The Washington Post, Melissa Winter, porta-voz da equipe, revelou que a mãe de Malia Ann e Sasha quer escrever livros, inclusive já tem uma publicação de memórias encaminhada.

Apesar de, um ano atrás, Michelle ter falado no programa de Oprah Winfrey que gostaria de voltar à vida normal, os planos parecem ter mudado. Todo o trabalho feito até hoje, segundo Winter, terá continuidade.

– Ainda não fizemos nenhum plano a longo prazo, é hora de dar espaço para ela voltar a ser uma cidadã comum – explicou Melissa, que trabalha com Michelle desde o primeiro mandato de Obama.

Registro da família Obama em setembro de 2009, no ano da posse de Barack | Official White House Photo

Registro da família Obama em setembro de 2009, no ano da posse de Barack | Official White House Photo

 

– Provavelmente, com o decorrer do tempo, muitos livros virão. Vejo muito futuro em Michelle. Transmitir toda a experiência que ela viveu nos últimos anos vai ser um passo natural – completou.

Para manter a agenda como ativista, a primeira-dama contratou alguns membro da atual equipe, que se mudará para um pequeno escritório em Washington, onde a família pretende morar até que a filha mais nova, Sasha, termine os estudos.

Leitor assíduo, Obama diz que livros o ajudaram durante a Presidência

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Barack Obama e sua mulher, Michelle, fazem leitura do livro "Onde Vivem os Monstros" para crianças

Barack Obama e sua mulher, Michelle, fazem leitura do livro “Onde Vivem os Monstros” para crianças

 

Michiko Kakutani, na Folha de S.Paulo via New York Times

Nenhum presidente americano desde Abraham Lincoln moldou sua vida, convicções e visão de mundo tão fundamentalmente na leitura e escritura de livros quanto Barack Obama.

Na sexta-feira (13), sete dias antes de deixar a Casa Branca, Obama sentou-se no Salão Oval para falar do papel indispensável desempenhado pelos livros em sua Presidência e sua vida –desde sua infância solitária e marcada por frequentes deslocamentos, quando “esses mundos portáteis” lhe serviam de companheiros, até sua juventude, quando os livros o ajudaram a entender quem ele era, o que pensava e o que era importante.

Durante seus oito anos na Casa Branca –uma era marcada pela sobrecarga de informações, o partidarismo extremo e as reações instantâneas–, os livros foram uma fonte de ideias e inspiração para o presidente, ajudando a apreciar as complexidades e ambiguidades da condição humana.

“Numa época em que os acontecimentos são tão velozes e tanta informação é transmitida”, ele disse, a leitura oferece a possibilidade de “desacelerar de vez em quando e ganhar uma perspectiva mais ampla”, além da “possibilidade de colocar-se na pele de outra pessoa”. Essas duas coisas, disse Obama, tiveram valor enorme para ele. “Se me fizeram um presidente melhor, não sei dizer. Mas o que posso dizer é que me ajudaram a conservar o equilíbrio ao longo de oito anos, porque este é um lugar que as coisas se sucedem rapidamente, sem parar e sem descanso.”

Os escritos de Lincoln, de Martin Luther King Jr., Gandhi e Nelson Mandela foram especialmente úteis, Obama disse, “quando você busca um senso de solidariedade”, acrescentando: “Nos momentos muito difíceis, a Presidência pode nos isolar muito”. Há uma cópia manuscrita do Discurso de Gettysburg, escrito por Abraham Lincoln em 1863, no dormitório que leva o nome do ex-presidente, e Obama disse que às vezes, à noite, ele saía de sua sala de trabalho para ler o texto.

Como Abraham Lincoln, Obama se ensinou a ler, e também para ele as palavras se tornaram uma maneira de se definir e de comunicar seus ideais e ideias ao mundo. Na verdade, há uma luz forte que liga Lincoln, King e Obama. Em discursos como os proferidos nas cidades de Charleston e Selma, Obama seguiu o caminho desses predecessores, colocando seu domínio da linguagem a serviço de uma visão histórica abrangente que, como a deles, situa nossas lutas atuais contra o racismo e a injustiça em um contínuo histórico que revela o quanto já andamos e o caminho que ainda nos falta percorrer.

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CONTEXTO EM BIOGRAFIAS PRESIDENCIAIS

As biografias de presidentes passados forneceram contexto, ajudando Obama a superar a tendência a pensar que “o que está acontecendo agora é singularmente desastroso, espantoso ou difícil”, ele disse. “É útil pensar em Roosevelt tentando conduzir o país durante a Segunda Guerra Mundial.”

A leitura continua a formar uma parte essencial do cotidiano de Obama. Ele recentemente deu à sua filha Malia um Kindle carregado de livros que quer compartilhar com ela –incluindo “Cem anos de solidão”, “O Caderno Dourado”, de Doris Lessing, e “The Woman Warrior” (“A Guerreira”, em tradução livre), de Maxine Hong Kingston. E, quase todas as noites na Casa Branca, ele passava uma hora lendo tarde da noite –uma leitura profunda e ecumênica, abrangendo desde ficção literária contemporânea –o romance mais recente que ele leu foi “The Underground Railway” (“A Ferrovia Subterrânea”, em tradução livre), de Colson Whitehead)– até romances clássicos e obras inovadoras de não ficção, como “Rápido e Devagar: Duas Formas de Pensar”, de Daniel Kahneman, e “A Sexta Extinção”, de Elizabeth Kolbert.

Para o presidente, esses livros eram uma maneira de ele trocar de marcha mental, para escapar da bolha da Casa Branca. Alguns romances o ajudavam a “imaginar o que se passa na vida das pessoas” em todo o país –por exemplo, Obama achou que os romances de Marilynne Robinson o colocaram em contato emocional com as pessoas que encontrou no Iowa durante a campanha de 2008 e também com seus próprios avós, naturais do meio-oeste americano, e os valores de trabalho árduo, honestidade e humildade, próprios das pequenas cidades do interior.

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AUTOR DE CONTOS

Obama se ensinou a escrever quando jovem, escrevendo um diário e redigindo contos quando era organizador comunitário em Chicago; ele escrevia quando voltava para casa, depois do trabalho, inspirando-se nas histórias das pessoas que encontrava no trabalho. Muitas das histórias eram sobre pessoas mais velhas, sendo inspiradas por sentimentos de decepção e perda. “Nos meus textos não há muita coisa tipo Jack Kerouac, de jovem na estrada, fazendo descobertas”, ele comentou. “São textos mais melancólicos e reflexivos.”

Essa experiência reforçou o poder da empatia. Sendo ele mesmo um “outsider” (com pai queniano, que deixou a família quando Obama tinha 2 anos, e mãe do Kansas, que o levou para morar na Indonésia por algum tempo), Obama sentia empatia com muitas pessoas que conheceu nas igrejas e ruas de Chicago, que se sentiam deslocadas pelo isolamento e as mudanças, e levou a sério a observação de seu chefe de que “o que une as pessoas para compartilharem a coragem de entrar em ação para mudar suas vidas não é apenas o fato de se importarem com os mesmos problemas, mas de terem histórias compartilhadas”.

Essa lição se tornaria uma das bases da visão do presidente de uma América em que as preocupações compartilhadas –sonhos simples de um emprego decente, um futuro decente para os filhos das pessoas– pudessem lançar uma ponte sobre divergências e divisões. Afinal, muitas pessoas enxergavam-se na história de Obama –uma história americana, como ele disse em seu discurso na Convenção Nacional Democrata de 2004, que não seria possível “em nenhum outro país do mundo”.

Obama chegou à Presidência como escritor e em breve voltará à vida de cidadão comum como escritor, com o plano de redigir suas memórias, que serão baseadas no diário que escreveu na Casa Branca (“mas não com a disciplina que eu teria desejado”). Ele possui uma sensibilidade de escritor –a capacidade de estar no momento e ao mesmo tempo colocar-se como observador, o olhar e o ouvido de um romancista, uma voz precisa, mas elástica, capaz de deslocar-se com facilidade entre o lirismo, o vernáculo e o profundo.

Na semana passada, Obama almoçou com cinco romancistas que admira –Dave Eggers, Colson Whitehead, Zadie Smith, Junot Diaz e Barbara Kingsolver–, e não apenas conversou com eles sobre a paisagem política e midiática como também de questões profissionais deles, perguntando como estavam suas turnês de promoção de livros e dizendo que gosta de escrever o primeiro rascunho de seus textos à mão, em blocos amarelos.

Obama diz que espera no futuro utilizar o site de seu centro presidencial “para ampliar o público dos bons livros”, coisa que ele já tem feito com listas regulares de livros recomendados, e incentivar a discussão pública sobre livros.

Ele disse: “Em um momento em que uma parte grande de nossa política consiste em tentar controlar o choque de culturas gerado pela globalização, a tecnologia e a migração, é mais importante que nunca o papel dos livros em unificar em oposição a dividir, engajar em lugar de marginalizar”.

Tradução de CLARA ALLAIN

9 livros que Emma Watson já leu — e que você deveria ler também

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Foto: Reprodução/Instagram)

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Isabela Moreira, na Galileu

onhecida por interpretar Hermione Granger nos filmes da sérieHarry Potter, Emma Watson é tão inteligente e articulada quanto sua personagem. Formada pela Universidade Brown, nos Estados Unidos, em 2014, ela se tornou porta-voz da campanha He For She da ONU, cujo objetivo é lutar pelo fim da desigualdade de gênero.

Com o objetivo de compartilhar seus conhecimentos, ela criou, no início de 2016, um clube do livro virtual. “A partir do meu trabalho com a ONU, comecei a ler tantos livros e ensaios sobre igualdade quanto pude. Tem tanta coisa incrível por ai!”, escreveu a atriz na época. “Decidi criar um clube do livro feminista e queria compartilhar o que estou aprendendo e ouvir suas opiniões também.”

O clube foi nomeado de “Our Shared Shelf” e tomou forma no Goodreads, rede social voltado para os amantes de livros. Desde então, Watson escolhe leituras relacionadas a mulheres e à discussão sobre gênero para compartilhar e discutir com os participantes do grupo. Ao longo de 2016, o clube ganhou mais de 160 mil participantes nove obras foram abordadas. Saiba quais foram elas:

1 – All About Love: New Visions, bell hooks (2001)
A feminista e ativista bell hooks oferece uma nova perspectiva sobre o amor: ao longo da obra, ela explica como as noções perpetuadas do sentimento são ultrapassadas e oferece uma forma de repensar o amor próprio.

2 – Minha Vida na Estrada, Gloria Steinem (2016)
Em seu livro de memórias, a jornalista conta sua trajetória, das viagens pelos Estados Unidos com os pais ao início de seu envolvimento com o movimento feminista, e revela como se tornou uma das principais vozes do ativismo americano.

Foto: Reprodução/Instagram)

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3 – A Cor Púrpura, Alice Walker (1982)
Ganhador de um Pulitzer de Melhor Ficção, A Cor Púrpura acompanha a vida das irmãs Celie e Nettie que sofrem várias opressões por serem mulheres e negras, mas tomam as rédeas das próprias vidas.

4 – Metade do Céu – Transformando a Opressão em Oportunidades para as Mulheres de Todo Mundo, Nicholas D. Kristof e Sheryl WuDunn
O livro-reportagem acompanha, a partir da perspectiva de diferentes personagens, as diferentes opressões que mulheres sofrem ao redor do mundo, e reflete sobre formas de como mudar essa realidade.

5 – Como Ser Mulher, Caitlin Moran (2012)
No livro, a escritora britânica Caitlin Moran usa o humor para trazer à tona vários acontecimentos de sua infância e adolescência, ressaltando como se envolveu com o feminismo.

6 – Hunger Makes Me a Modern Girl, Carrie Brownstein (2015)
Conhecida por atuar na série Portlandia, Brownstein abre, em sua memória, diferentes aspectos de seu passada e de sua vida atual. Dos dias sendo fã fervorosa de bandas até seu envolvimento com o punk e a comédia.

7 – The Argounauts, Maggie Nelson (2015)
No livro de memórias, Nelson oferece novas visões sobre assuntos como identidade, desejo, amor e linguagem.

Foto: Reprodução/Instagram)

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8 – Mom & Me & Mom, Maya Angelou (2013)
O livro é o sétimo de uma série de autobiografias escritas por Angelou. No último volume, ela disseca a relação que desenvolveu com a mãe ao longo da vida.

9 – Persépolis, Marjane Satrapi (2000)
Satrapi usa o formato de graphic novel para contar sua experiência de crescer no Irã durante a revolução Islâmica.

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