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Emma Watson distribuiu vários livros com temática feminista no Dia da Mulher
0Publicado no Jornal Metro
Em comemoração ao Dia da Mulher, a atriz Emma Watson espalhou livros feministas em diversos locais de Londres nesta última quarta-feira (8).
Contando com a ajuda dos integrantes de seu clube do livro, Our Shared Shelf, as obras também alcançaram várias cidades ao redor do mundo.
No Twitter, a atriz falou sobre a parceria com a ONG Book Fairies: âA partir da meia-noite no horário de Nova York, fadas do livro distribuirão livros feministas em comemoração ao Dia Internacional da Mulherâ, escreveu.
Londres, Dubai, Buenos Aires, e Milão foram alguns dos locais que receberam as obras.
Entre os tÃtulos estão âMom & Me & Momâ, biografia de Maya Angelou, âMy Life on the Roadâ, de Gloria Steinem, e âHow to be a Womanâ, de Caitlin Moran.
Registros de Emma Watson distribuindo os exemplares em lugares públicos foram publicados em suas redes sociais.
Ator Alec Baldwin prepara âlivro de memóriasâ satÃrico de Trump
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O ator Alec Baldwin interpreta o presidente Donald Trump (Reprodução)
Ator incorpora um Trump com ego inflado e viciado em Twitter no ‘Saturday Night Live’
Publicado na Veja
O ator americano Alec Baldwin está levando sua imitação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no programa Saturday Night Live das telas para as páginas de um livro de memórias satÃrico que deve ser lançado no final deste ano. A paródia polÃtica escrita em parceria por Baldwin e pelo romancista e radialista Kurt Andersen está programada para chegar à s livrarias no dia 7 de novembro, segundo a editora Penguin Press.
A audiência do Saturday Night Live, o humorÃstico semanal mais longevo do canal NBC, disparou desde que Baldwin começou a imitar Trump em uma série de esquetes nos quais debocha do bilionário ex-apresentador de reality show que virou presidente. As paródias, nas quais Baldwin retrata Trump como um comandante-em-chefe com dificuldade de concentração, um ego inflado e viciado em Twitter, tornaram-se uma constante do SNL, ao mesmo tempo em que atraÃram a ira nada fictÃcia de Trump.
Trump criticou a atração da NBC em dezembro, classificando-a de âtotalmente inassistÃvelâ e um âcrime de encomendaâ. âEle foi eleito porque foi o candidato presidencial mais franco da história, um homem sempre disposto a dizer a verdade nua e crua sobre os defeitos dos outros, assim como sobre sua própria excelênciaâ, disse a Penguin a respeito de Trump em um comunicado anunciando o livro de memórias paródico. âAgora essa franqueza⦠revigorantemente compulsiva se aplica a seu perÃodo como lÃder do mundo livre.â
O anúncio veio um dia depois de uma editora do mesmo grupo, a Penguin Random House, comunicar que fechou um acordo para publicar dois livros futuros do ex-presidente americano Barack Obama e da ex-primeira-dama Michelle Obama. Os termos do acordo não foram revelados, mas o jornal Financial Times noticiou uma disputa acirrada pelos direitos globais das duas obras na qual o lance vencedor superou o valor recorde de 60 milhões de dólares.
(Com agência Reuters)
Richard Blair: âA sociedade evoluiu para o que George Orwell viuâ
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Richard Blair, filho de George Orwell, na estação da Atocha (Madri), no último domingo. Carlos Rosillo
Filho do escritor e presidente da Orwell Society reflete sobre o legado do seu pai
Bernardo Márin, no El PaÃs
Em fevereiro de 1937, um jovem britânico na faixa dos 30 anos, idealista e desajeitado, chegava à s trincheiras da frente de Aragão para defender a República Espanhola. Chamava-se Eric Arthur Blair, embora a história o recorde como George Orwell. Neste mês, 80 anos depois do começo daquela aventura, o inglês Richard Blair, único filho do escritor, um engenheiro agrÃcola aposentado de 72 anos, viajou a Huesca (Espanha) para participar da inauguração de uma grande exposição sobre seu pai. Em uma conversa com o EL PAÃS durante sua rápida passagem por Madri no regresso a Londres, Blair evocou a figura de Orwell e comentou a atualidade do seu legado e a onda de interesse em torno do seu último romance, 1984, transformado em best-seller mundial desde a posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos.
âà verdade que nas últimas semanas, com as referências nos Estados Unidos aos âfatos alternativosâ [mencionados por Kellyanne Conway, uma das principais assessoras do presidente], aumentou muito o interesse por seu livro. Mas meu pai nunca deixou de estar na moda.â Originalmente, 1984 não era uma profecia, e sim uma fábula sobre os totalitarismos nazista e stalinista. Mas, como observa Blair, alguns detalhes que no romance pareciam ficção cientÃfica há bastante tempo foram incorporados ao nosso cotidiano â caso das câmeras de segurança que vigiam quase todos os nossos movimentos, ou o conhecimento que algumas empresas têm sobre nós apenas pela forma como navegamos na Internet ou pelo uso que fazemos do nosso cartão de crédito. âA sociedade evoluiu para o que ele viu. O mundo se encaminhou para Orwellâ, afirma.

George Orwell e seu filho Richard, em 1946. Vernon Richards
Blair é o presidente da Orwell Society, organização sem fins lucrativos que se dedica a promover o debate de ideias e o conhecimento sobre a vida e obra do escritor, sob uma escrupulosa neutralidade em questões polÃticas. Talvez por isso, escolha muito bem suas palavras quando fala de Trump. âAcho que neste momento há muita tensão e compressão na Casa Branca. à verdade que Trump está atacando a imprensa, mas é um completo enigma, todos estão manobrando e aprendendo a conviver.â Naturalmente se alegra com o aumento das vendas dos livros de seu pai, inclusive porque é o herdeiro dos seus direitos autorais, (âque caducam em 2020â, comenta). Mas admite que é inquietante que esse efeito se deva aos paralelismos vistos pelo público entre a situação atual e a distopia que Orwell descreveu.
O escritor e sua mulher, Eileen, adotaram Richard em 1944. Dez meses depois, Eileen morreu durante uma cirurgia. Alguns amigos sugeriram ao escritor, tuberculoso, que devolvesse o menino, mas ele se recusou. A relação entre pai e filho se estreitou quando ambos se mudaram para a ilha de Jura, na Escócia. Um lugar mais saudável para conviver com a doença, e tão frio que, âse você se afastasse seis polegadas [15 centÃmetros] da chaminé, congelavaâ. Daqueles anos, Blair guarda a lembrança de um pai amoroso, que lhe fabricava brinquedos de madeira, com um peculiar senso de humor e nenhum dos escrúpulos da educação moderna. Certa vez, deixou o pequeno Richard, de três anos, dar uma tragada num cachimbo que ele havia enchido com o tabaco que juntava das bitucas do pai. O efeito, além de um tremendo ataque de vômito, foi que o menino ficou, temporariamente, vacinado contra o vÃcio de fumar.
Foi em Jura que Orwell concluiu 1984. Durante o dia, escrevia em seu quarto e compartilhava os entardeceres com o menino. Uma de suas atividades favoritas era a pesca, em especial das lagostas que completavam uma dieta parca por causa do racionamento do pós-guerra. Na volta de um fim de semana de descanso no oeste da ilha, naufragaram e quase morreram afogados. Salvaram suas vidas, mas segundo Blair, o incidente agravou a saúde do seu pai. Seu amigo David Astor, dono do jornal The Observer, onde o escritor publicava, pediu permissão para importar dos EUA o antibiótico estreptomicina, então recém-descoberto. Mas Orwell desenvolveu alergia ao medicamento, e o esforço foi em vão. âAs unhas lhe caÃram, brotaram bolhas nos lábiosâ, recorda Richard. O escritor morreu em janeiro de 1950. Tinha 46 anos, e seu filho estava prestes a completar seis.
Qual é o ensinamento mais importante que Orwell nos deixou? Para os jornalistas, há vários, segundo Blair. âSeja honesto. O mais importante são os fatos que você puder provar, não a realidade que você gostaria que fosse. Hoje, os jornalistas não têm tempo de checar os fatos, e os erros se perpetuam e se multiplicam na Internet, até se transformarem numa verdade.â O filho do escritor recorda também suas seis regras para escrever com clareza: âNunca use uma metáfora ou comparação que você costume ler [os clichês]; nunca use uma palavra longa se puder usar outra mais curta; se puder cortar uma palavra, corte; nunca use a voz passiva se puder usar a ativa; nunca use um termo estrangeiro, cientÃfico ou jargão se puder usar uma palavra de uso cotidiano; rompa qualquer uma destas regras se a alternativa for escrever alguma coisa francamente ruimâ. E conclui com a definição de liberdade feita por seu pai: âLiberdade é poder dizer algo que os outros não querem ouvirâ.
Blair se diz particularmente preocupado com a falta de diálogo na sociedade contemporânea. âAs pessoas se dedicam a gritar umas com as outras, sem se escutarem.â E se surpreende ao ver que os jovens, em vez de falar cara a cara, passam o dia olhando seus celulares. âAté os casais nos restaurantes! Estarão se comunicando entre si por mensagens?â, brinca. E o que pensaria Orwell do século XXI, da Internet, dos grandes avanços cientÃficos e da pós-verdade? âAh, essa é a pergunta do milhão. Mas não é possÃvel entrar na cabeça de ninguém. Nem responder a isso lendo seus livros. Se fosse vivo, teria 113 anos e teria tido muitas novas influências⦠é bobagem especularâ. Portanto, nem ele sabe, nem há como saber. Mas se atreve a supor uma coisa: que, de qualquer forma, provavelmente faria reflexões cheias de bom senso.
Richard Blair visitou a Espanha para participar da inauguração de uma exposição, intitulada Orwell Toma Café em Huesca, que recorda a participação de seu pai na Guerra Civil espanhola. A mostra, organizada pelo Governo da região de Aragão, pela administração provincial de Huesca e pela prefeitura da cidade, foi inaugurada em 17 de fevereiro, coincidindo com o 80º. aniversário da chegada do escritor à frente de Aragão, e ficará aberta até 25 de junho.
O nome da exposição é uma alusão a uma frase que Orwell incluiu em Lutando na Espanha (Homage do Catalonia), seu livro de memórias sobre o conflito, supostamente dita pelo general que comandava as tropas republicanas depois da captura da localidade de Siétamo: âAmanhã tomaremos um café em Huescaâ. Mas a cidade aragonesa não caiu, embora alguns jornais da zona leal à República tenham chegado a publicar essa notÃcia em suas primeiras páginas.
Orwell não tomou esse café, mas Richard na semana passada aproveitou a oportunidade, na companhia de um descendente de outro protagonista da sua aventura espanhola: Quentin Kopp, organizador de eventos da Orwell Society e filho do comandante Kopp, chefe do escritor nas milÃcias do POUM (Partido Operário de Unificação Marxista), próximas do trotskismo.
Lutando na Espanha é uma obra honesta, que não agrada totalmente a quem mantém uma visão maniqueÃsta da guerra. Orwell foi à Espanha para lutar contra o fascismo, mas, como aconteceu com os trotskistas e anarquistas, acabou sendo perseguido pelos comunistas de linha soviética. A Espanha ainda não compreendeu bem sua história recente, segundo Blair, e esse livro, o mais vendido sobre a Guerra Civil, contribui para reduzir âesse grande buraco negro que há entre 1936 e 1975â. âAinda há pessoas que chegam até mim com lágrimas nos olhos e me dizem: obrigado pelo que o seu pai fezâ.
Tom Hanks vai estrear como escritor com sua primeira coleção de contos
0Pedro Prado, no Pipoca Moderna
O ator Tom Hanks vai iniciar uma nova carreira, aos 60 anos. Ele vai estrear como escritor de livros com o lançamento da coleção de contos âUncommon Type: Some Storiesâ. A obra será lançada nos Estados Unidos e na Inglaterra em outubro, com 17 histórias escritas pelo astro de Hollywood.
O livro está em produção desde que Hanks publicou uma crônica na revista New Yorker em 2014. A história chamou a atenção do editor-chefe da editora Alfred A Knopf, Sonny Mehta. âFiquei impressionado com sua voz notável e seu comando como escritor. Eu esperava que pudesse haver mais histórias. Felizmente, para os leitores, haviaâ, ele explicou ao jornal inglês The Guardian.
Estimulado pelo editor, Hanks começou a escrever o livro em 2015. âNos dois anos de trabalho, eu fiz filmes em Nova York, Berlim, Budapeste e Atlanta e escrevi nos sets de todos eles. Escrevi nas férias, em aviões, em casa e no escritórioâ, disse o ator em um comunicado oficial.
Apesar de independentes entre si, os contos compartilham um tema que reflete uma paixão pessoal do ator: máquinas de escrever. Cada história do livro envolve de alguma maneira uma dessas máquinas, hoje em dia cada vez mais raras e menos utilizadas.
Segundo o editor adiantou, as páginas de âUncommon Typeâ incluirão âuma história sobre um imigrante que chega em Nova York depois que sua famÃlia e sua vida foram destruÃdas pela guerra civil de seu paÃs; outro sobre um homem que faz um jogo perfeito, se tornando a mais nova celebridade da ESPN; outro sobre um bilionário excêntrico e seu fiel assistente executivo em busca de algo maior na América; e a vida imprudente de um ator.â